terça-feira, janeiro 23, 2007

O acto do consumo

Vivemos num mundo desigual. Contudo, esta desigualdade está a ser levada aos extremos. Uma sociedade que em vez de se rejuvenescer com o potencial das diferenças naturais que existem entre as pessoas, as suas ideias e pensamentos, está a criar desproporcionalidades que a estão a corroer.
Precisamos de agir mais em consciência e menos em função do que é fácil, cómodo e lucrativo.
Mas o que podemos fazer? O futuro nos dirá.
O Co-operative Bank é um banco diferente dos outros. Nem todos podem ser clientes do Co-operative Bank.
A seu nível de conduta ética é de tal forma acentuado e sério, que em 2005 recusaram negócios que ascenderam os 10 milhões de libras.
Partindo de um estudo elaborado cujos resultados demonstraram que "our customers would, if given the option, like to see their money invested ethically" decidiram que a política e filosofia do banco devia reflectir os objectivos dos seus clientes.
Assim como resultado desta decisão, por exemplo, o banco não investe em:

* state organisations in countries with poor human rights records, including:
* governments and government departments
* armed services and police forces
* state-owned industries
* organisations operating in countries where there exists the highest degree of concern over the maintenance of human rights, where the nature of the business is particularly socially or environmentally contentious
* organisations which show ongoing failure to address human rights issues within their sphere of influence.


Por outro lado certamente que todas as associações humanitárias, organizações de apoio não governamentais, entre outras vão querer ser clientes do Co-operative bank.
Mas qual é o objectivo deste banco, ao seguir esta política? Ser um marco na diferenciação, um exemplo de verdadeira responsabilidade social, onde os seus clientes são parceiros de negócio?
Talvez a ruptura de um determinado modelo de gestão no qual outros objectivos se levantam para além do puramente financeiro, motive uma maior consciencialização do acto de consumo, outras oportunidades de negócio.

sábado, janeiro 20, 2007


Arquitectura e Construção Sustentável

As empresas tironenunes são exemplos que merecem destaque quando se fala de sustentabilidade na àrea da construção de imóveis. Para além de terem sido pioneiros na introdução em Portugal da temática sobre arquitectura bioclimática e sustentabilidade, tal como referem na sua página, lançaram recentemente o seu novo portal empresarial onde podemos ser surpreendidos, com algumas secções dedicadas exclusivamente a uma preocupação em informar e em formar todos os "stakeholders" deste processo que é a contrução, promoção e compra de uma habitação.
A filosofia desta empresa assenta numa verdadeira e contínua relação com o cliente, por um lado e também numa integração com todos os actores da sua cadeia de valor. Só assim, referem na sua página "maior será o contributo colectivo rumo ao desenvolvimento sustentável".
Sugiro que visitem a secção "Construção Sustentável" ondem vão poder encontrar informação sobre técnicas, método, tecnologias, indicadores, entre outros temas, relacionados com a sustentabilidade na construção. Por sua vez na secção "Saiba como ser melhor" podemos encontrar as principais motivações e preocupações a ter para "
melhorar o desempenho energético-ambiental do Planeta"
Mais exemplos como estes são necessários. E digo-vos, é um prazer ser cliente Tironenunes.

sexta-feira, janeiro 12, 2007


Universidades inovam mais do que as empresas portuguesas.

Saiu recentemente uma notícia no DN onde é referido, com base essencialmente em nº de patentes, que as universidades são as impulsionadoras da inovação. Os números estão lá, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacioanl da Propriedade Industrial as universidades registaram 38% das patentes, contra os 28% de registos efectuados por parte das empresas.
As patentes são um forte indicador do investimento feito em I&D e na consequente procura de inovação. Porém, a intensidade da actividade inovadora vai mais além do indicador nº de registos de patentes, entrando também nos caminhos da reinvenção de funcionalidades e na conjugação e interligação de ideias por entre vários sectores de actividade. Muitos dos produtos e serviços inovadores partem de uma transposição de conhecimento de uma área de negócios para outra completamente diferente. Foi o que fez a EMI nos anos 70 e que deu origem à tomografia computorizada.