terça-feira, março 06, 2007

Relatório da BCG sobre inovação

A BCG tem proporcionado ao longo dos ultimos anos um relatorio onde aborda o tema da inovação. Um dos principais objectivos deste relatório é dar uma visão geral e profunda de como os processos de inovação estão a ser encarados pelos executivos das empresas.
Algumas das conclusões retiradas deste trabalho foram:

  • Innovation remains a top strategic focus for many companies, with 72 percent of the executives we surveyed ranking it a top-three strategic priority versus 66 percent in 2005.
  • Seventy-two percent of respondents said their companies will increase spending on innovation in 2006.
  • At the same time, many executives—nearly half of those surveyed—remain unsatisfied with the financial returns on their companies’ investments in innovation.
  • Executives consider Apple Computer, Google, 3M, Toyota Motor, and Microsoft the world’s most innovative companies, with Apple the clear leader.
  • Globalization, organizational issues (such as metrics and measurement, structure, and people), and leadership remain three of the biggest challenges facing companies that are seeking to become more innovative.

Uma das questões cm maior foco no relatório foi a complexidade inerente à medição do retorno dos projectos de investimento em inovação. Se por um lado estes investimentos têm vindo a crescer e foram considerados por uma grande percentagem de executivos como muito importantes para o sucesso das empresas, por outro lado, quando se questionou a alocação efectiva de recursos verificou-se um foco essencialmente nos tipos de inovação de maior contenção ( por ex, inovação derivada de melhoria sob produtos/serviços existentes) e alguma insatisfação com os retornos obtidos e objectivos alcançados. Medir inovação é complexo, existe ainda muito trabalho a realizar até se encontrar ferramentas e sistemas de mensuração objectivos do sucesso ou insucesso destes projectos.

Apresentam o conceito de "cash-curve" da inovação que se baseia no ciclo de vida de um produto. Não sendo uma ferramenta perfeita e completa para medir inovação, demonstra uma grande capacidade no fornecimento de uma percepção do cumprimento dos objectvos ao longo do tempo.

São apresentadas também no relatório, as empresas que foram consideradas pelos executivos como sendo as mais inovadoras, identificando para cada uma delas os principais factores que as distiguem. Uma forte cultura organizacional e a capacidade de percepção da mente dos consumidores foram dos factores que mais apareceram referidos.

Por fim alguns focos de análise considerados relevantes para o desenvolvimento da inovação:
Globalização, pelo acesso a um múltiplo porfolio de conhecimento e talentos, pelos tempos de desenvolvimento dos produtos cada vez mais rápidos e um melhor acesso aos mercados locais.
Organização, para a qual não existe uma estrutura ideal de suporte à inovação, no entanto é fundamental um alinhamento de cultura, objectivos e tácticas no compromisso para com a inovação, a capacidade de medir os projectos e um ambiente empresarial que fomente a geração de ideias, criatividade e motivação.
Liderança, um driver fundamental para uma identificação da empresa no mercado como inovadora, e que alavanque os processos internos fulcrais para a responsabilização e compromisso para com as iniciativas de inovação.

sexta-feira, março 02, 2007

It's Jazz

Eu gosto de música jazz. A improvisão de harmonias e de melodias enraízada neste estilo de música são um fascinante mundo de criatividade e de emoção. Ouvir jazz leva-nos por novos caminhos, novas sensações e novas emoções que nos deliciam os ouvidos. Desde o jazz mais standard até ao "free" jazz as músicas que estes fabulosos músicos nos proporcionam são sem dúvida uma verdadeira arte.
Existem das mais variadas experiências no mundo do jazz, desde fusão de moderno com tradicional, desde a combinação de electrónica com acústico, enfim, um mundo de exploração onde a criatividade e a inovação não têm limites.
Trago-vos aqui uma interpretação dos Jason Moran Trio (Bandwagon) na qual se lembraram de efectuar um tema improvisado sobre uma conversa telefónica.
Ringing my phone.


segunda-feira, fevereiro 19, 2007


Antropologia e Inovação

Um exercício prático para o desenvolvimento de processos de inovação é a utilização de analogias. O exercicio consiste normalmente em duas fases. Uma primeira em que necessitamos de olhar para um determinado processo ou produto, e identificar quais suas linhas orientadoras, quais são as funções essenciais satisfeitas, os objectivos para os quais foi estabelecido/desenhado e a forma como os consegue atingir.
Uma segunda fase que consiste em, através de "pontes de analogias", procurar aplicar as mesmas ideias retiradas dessa observação em situações noutras àreas de actividade, completamente diferentes em termos de objecto de negócio.
Lembro-me de um exemplo, um dos primeiros computadores portáteis da Apple que eram complementados com uma doca onde podiam encaixar e funcionar como um computador de secretária. A base para o desenho do motor que sustentava o processo de ejecção do portátil da doca foi retirado de um brinquedo electromecânico que unia algumas das suas peças através de um motor de acoplação numa doca. A empresa de design responsável, através de um processo de analogia conseguiu uma abstracão suficiente para ver a aplicabilidade deste mecanismo utilizado num brinquedo, para o desenho do processo de interação doca/computador portátil.

Umas das dificuldades deste exercicio de analogia está em conseguir o nível de abstracção necessário para se encontrar as tais pontes de analogia . Para isso é necessário desconstruir (lá está!) aquilo que parece tão evidente e lógico num determinadao contexto para perceber:
  1. O principio, ou os príncipios básicos que sustentam o processo.
  2. Que mecanismos ou funções básicas, mas essenciais estão a ser utilizadas.
  3. Qual o objectivo, ou objectivos (abstrato) estão por detrás deste processo/mecanismo.
Muitas empresas americanas estão actualmente a contratar antropólogos não com o objectivo de reforçar as seus departamentos de recursos humanos, mas sim com o objectivo de dotar as suas àreas de operações e marketing (e de inovação) de uma nova perspectiva interpretativa da sua realidade. Pretendem com estes recursos esecializados aumentarem não só as suas capacidades de interpretação dos seus próprios processos, como também a capacidade de reinterpretarem aquilo que está pré-estabelecido na empresa. Como ciência que estuda o homem e as suas interacções na sociedade, as organizações pretendem utilizá-la para redescobrir novas ideias e métodos de desenvolvimento dos seus produtos e serviços e compreenderem melhor as reacções dos mercados.
Este exercicio de analogias será certamente mais bem sucedido se por uns momentos colcocar-mos o nosso chapéu (Bono E.) de antropólogo para olharmos para os problemas.
Bom, e se lhe pedissem para desenvolver uma metodologia de planeamento de tarefas com base nas guias de faixa sonoras utilizadas nas auto-estradas, o que sugeria? :)

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Desconstrução

Chama-se Desconstrução, perdão Construção.
Uma velha música de Chico Buarque, para nos ajudar a desaprender algumas coisas. Por vezes uma ideia inovadora surge da desconstrução daquilo que nos parece evidente e com um fim já estabelecido, mas quando visto de uma nova perspectiva ...
Seja numa fotografia, numa música, num processo, num programa, num sistema, redescrobrir passa também por descontruir.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

terça-feira, janeiro 23, 2007

O acto do consumo

Vivemos num mundo desigual. Contudo, esta desigualdade está a ser levada aos extremos. Uma sociedade que em vez de se rejuvenescer com o potencial das diferenças naturais que existem entre as pessoas, as suas ideias e pensamentos, está a criar desproporcionalidades que a estão a corroer.
Precisamos de agir mais em consciência e menos em função do que é fácil, cómodo e lucrativo.
Mas o que podemos fazer? O futuro nos dirá.
O Co-operative Bank é um banco diferente dos outros. Nem todos podem ser clientes do Co-operative Bank.
A seu nível de conduta ética é de tal forma acentuado e sério, que em 2005 recusaram negócios que ascenderam os 10 milhões de libras.
Partindo de um estudo elaborado cujos resultados demonstraram que "our customers would, if given the option, like to see their money invested ethically" decidiram que a política e filosofia do banco devia reflectir os objectivos dos seus clientes.
Assim como resultado desta decisão, por exemplo, o banco não investe em:

* state organisations in countries with poor human rights records, including:
* governments and government departments
* armed services and police forces
* state-owned industries
* organisations operating in countries where there exists the highest degree of concern over the maintenance of human rights, where the nature of the business is particularly socially or environmentally contentious
* organisations which show ongoing failure to address human rights issues within their sphere of influence.


Por outro lado certamente que todas as associações humanitárias, organizações de apoio não governamentais, entre outras vão querer ser clientes do Co-operative bank.
Mas qual é o objectivo deste banco, ao seguir esta política? Ser um marco na diferenciação, um exemplo de verdadeira responsabilidade social, onde os seus clientes são parceiros de negócio?
Talvez a ruptura de um determinado modelo de gestão no qual outros objectivos se levantam para além do puramente financeiro, motive uma maior consciencialização do acto de consumo, outras oportunidades de negócio.

sábado, janeiro 20, 2007


Arquitectura e Construção Sustentável

As empresas tironenunes são exemplos que merecem destaque quando se fala de sustentabilidade na àrea da construção de imóveis. Para além de terem sido pioneiros na introdução em Portugal da temática sobre arquitectura bioclimática e sustentabilidade, tal como referem na sua página, lançaram recentemente o seu novo portal empresarial onde podemos ser surpreendidos, com algumas secções dedicadas exclusivamente a uma preocupação em informar e em formar todos os "stakeholders" deste processo que é a contrução, promoção e compra de uma habitação.
A filosofia desta empresa assenta numa verdadeira e contínua relação com o cliente, por um lado e também numa integração com todos os actores da sua cadeia de valor. Só assim, referem na sua página "maior será o contributo colectivo rumo ao desenvolvimento sustentável".
Sugiro que visitem a secção "Construção Sustentável" ondem vão poder encontrar informação sobre técnicas, método, tecnologias, indicadores, entre outros temas, relacionados com a sustentabilidade na construção. Por sua vez na secção "Saiba como ser melhor" podemos encontrar as principais motivações e preocupações a ter para "
melhorar o desempenho energético-ambiental do Planeta"
Mais exemplos como estes são necessários. E digo-vos, é um prazer ser cliente Tironenunes.

sexta-feira, janeiro 12, 2007


Universidades inovam mais do que as empresas portuguesas.

Saiu recentemente uma notícia no DN onde é referido, com base essencialmente em nº de patentes, que as universidades são as impulsionadoras da inovação. Os números estão lá, por exemplo, segundo dados do Instituto Nacioanl da Propriedade Industrial as universidades registaram 38% das patentes, contra os 28% de registos efectuados por parte das empresas.
As patentes são um forte indicador do investimento feito em I&D e na consequente procura de inovação. Porém, a intensidade da actividade inovadora vai mais além do indicador nº de registos de patentes, entrando também nos caminhos da reinvenção de funcionalidades e na conjugação e interligação de ideias por entre vários sectores de actividade. Muitos dos produtos e serviços inovadores partem de uma transposição de conhecimento de uma área de negócios para outra completamente diferente. Foi o que fez a EMI nos anos 70 e que deu origem à tomografia computorizada.

quarta-feira, dezembro 13, 2006


Plataformas Geográficas Agregadoras de Informação

Ontem, ao ouvir o podcast Ciência da Antena 1, tive conhecimento de algo que já me tinha ocorrido, mas relativamente a outras matérias. Trata-se do lugar GripeNet. Este lugar online é um projecto enquadrado no âmbito dos "Sistemas Participativos de Vigilância Epidemiológica", com origem na Holando em 2003 e que tem como objectivos:
- informar e difundir conhecimentos sobre a gripe;
- recolher informação relativa ao estado de saúde da população através de inquéritos online.
Com esta plataforma pretende-se da sociedade uma participação activa na prevenção e no estudo da gripe. Um dos pontos interessantes é a capacidade de mapemaento geográfico do estado gripal e sintomas pelo país. Uma noção gráfica, intuitiva e de utilidade tanto para quem estuda o problema, como para quem se preocupa e quer manter-se atento a esta questão. Mais informações sobre o projecto GripeNet aqui.

Agora imaginem que se aplica esta filosofia a outros objectivos. Por exempl,o uma plataforma que agregue informação sobre o nível e grau de sustentabilidade e de responsabilidade social das empresas, onde os consumidores podessem informar-se sobre quem faz os produtos que compram ou que consomem. Ou por exemplo, uma plataforma que agrega-se geograficamente aquilo que todos os nosso responsáveis políticos já sabem, atrasos, tempo de espera de consultas no centros de saúde e nas urgências dos hospitais.
A disponibilização de informação complexa de forma simples e intuitiva é o um dos desafios desta sociedade da informação e do conhecimento. Tornar algo que é complexo simples ao utilizador, e deixar toda a complexidade para os bastidores deve ser uma preocupação de quem tem a responsabilidade de transmitir factos e acontecimentos.

terça-feira, dezembro 12, 2006


Noticia: "Empresa-na-hora" ganha prémio europeu de iniciativa empresarial na categoria - Redução da Burocracia

A iniciativa governamental "empresa na hora" teve reconhecimento na União Europeia. O "European Entrepeneural Awars" galarduou este projecto tendo sido a iniciativa vencedora da categoria "Redução da Burocracia".
Este é um exemplo interessante porque, ao contrário de muito outros, vem mostrar que apenas num projecto de colaboração activa entre várias entidades (neste caso governamentais) se consegue implementar novos serviço que impliquem a alteração dos processo internos. Não basta adquirir tecnologia e informatizar os serviços. È necessário re-organizar os processos de acordo com os novos objectivos propostos.

O comissário europeu com a pasta das Empresas e Indústria comentou que os seis projectos vencedores "comprovaram que as instituições públicas e as empresas podem trabalhar em conjunto para produzir ideias inovadoras e criar novos empregos".

terça-feira, dezembro 05, 2006



Creative Commons

Vivemos num mundo em constante mudança. A arte, o saber e o direito têm-se desenvolvido ao longo do tempo recebendo contributos de uma sociedade cada vez mais complexa, e por isso também cada vez mais interessante.
Com a extrapolação do digital vindo do mundo da lógica dos computadores para o mundo da lógica e do racioício humano, novas oportunidades e desafios têm sido descobertos e enfrentados. A lógica digital implica uma abordagem diferente de pensar sobre a sua utilização. Diferente sobretudo devido às múltiplas formas em que podemos interagir com algo que está num formato não físico, ou seja algo que é intangível.
Actualmente várias conceitos já se encontram digitalizados. A escrita, a fotografia, a música, o correio,são alguns exemplos que podemos encontrar com imensa facilidade na sua forma digital. Algumas das vantagens do digital tais como a sua facilidade de troca, transmissão e cópia acabam por ser também um dos seus problemas actuais quando se trata de garantir direitos de propriedade.
É aqui que surge o conceito de creative commons (CC) . Um dos objectivos do CC consiste em disponibilizar um espectro de licenças copyrigth mais flexível que permita associar vários tipos e níveis de direitos sobre um material, conforme decisão do autor. Podem consultar as faqs aqui. Digamos que estamos perante uma readaptação do instrumento de copyright para o mundo digital, e não só. Uma forma diferente de pensar utilizando os conceitos existentes, neste caso a protecção dos direitos de autor.
Alguns artistas começam já a disponibilizar alguma da sua obra sob licenças de CC, como é o caso de Gilberto Gil que é um entusiasta das licenças CC. Resta agora adaptar o CC ao enquadramento jurídico português, trabalho esse que já começou .

sexta-feira, outubro 20, 2006



Gestor de Mail

Mais conhecido por Outlook Express para quem usa Windows ou Mail para quem usa Mac OS X, ambos são os gestores de correio electrónico que cada um dos sistemas operativos oferece. Estes programas são certamente dos mais usados diariamente na utilização de um computador, seja para um gestor de projecto, para um professor, para um designer gráfico, diriamente chegam inúmeras mensagens às nossas caixas de correio.
Hoje em dia o contacto com várias entidades e empresas já pode ser feito quase na totalidade por email, é um método rápido e simples de utilizar. É assim normal que muitos utilizadores começem a ter alguns anos de correio no seu computador, o que significa que parte da sua vida e trabalho encontram-se nessas mensagens.
Para explorar esta informação já temos algumas ferramentas, como funções de pesquisa, categorias, pastas de organização, entre outras, mas todas elas desenvolvidas e orientadas sob o ponto de vista do email.
Imaginem agora que em vez dessas ferramentas o nosso programa de gestão de mail, extrapolasse para o conceito da semântica do email, do seu significado e relações que estabelece? Funções que permitissem pesquisar e explorar não apenas o email, mas também toda a restante informação espalhada pelo computador que com as mensagens se relaciona.
O que se pretendia seria por exemplo numa pesquisa de mensagens por um determinado assunto, para cada mensagem devolvida associada a ela viessem também os contactos mais relacioanados com os remetentes dessas mensagens, as mensagens que troquei um mês antes e depois com eles, as mensagens nas quais reenviei os seus anexos, fotografias relacionadas com essas mensagens nas datas especificadas, entre outras possibilidades. Uma àrvore de relações entre mensagens, contactos, eventos, e documentos segundo os mais variados atributos.
O correio electrónico, pelo conteúdo da informação que concentra pode e deve ser explorado de formas inovadoras, mais ricas e que sistematizem o raciocinio humano.


Test-Drive na habitação

Com cada vez mais oferta de produtos e serviços os clientes e as empresas estão a optar pela avaliação dos produtos através da sua experiência. Este facto é importante porque ao contrário da avaliação da cor, do estilo e de outras propriedades visíveis, esta consiste em colocar nas mãos do clientes a avaliação de uma experiência, neste caso a experiência da utilização de um determinado produto.
O conceito de test-drive encontra-se hoje em dia associado ao mercado automóvel. Actualmente é perfeitamente normal que um cliente experimente um carro antes de o comprar para assim obter uma avalição tanto racional como emocinal mais próxima da realidade.
Agora, porque não aplicar o mesmo conceito na habitação? Porque não experimentar passar uma noite numa casa que poderá ser a nosso próxima casa? É o que propõe uma empresa da Nova Zelândia a Straw Built Homes, que contruiu o projecto Ratuana. Uma noite numa das suas casas, para apreciação da experiência e sensção de viver numa "straw house".
Em Sustainable Structures podem encontar uma FAQ sobre o método de construção "straw".

quinta-feira, setembro 28, 2006



A beleza invisivel da matemática

Cada vez mais a matemática me fascina, e cada vez mais me surpreende com é possível que a procura por àreas de estudo na educação com relação directa ou indirecta com a matemática seja escassa, ano após ano as vagas nas àreas das ciências exactas não sejam preenchidas causando um crescente dequilibrio entre o que é procurado e o que é necessário em termos formação superior.
Com o decorrer do tempo e com o vou lendo e apreendendo vou aumentando a consciência da enorme importância, da dependencia e da beleza dos conceitos matemáticos. Já Fernando Pessoa dizia que o teorema de pitáguras é tão belo como a Venús de Milo, sendo para o matemático brasileiro Elon Lage Lima o teorema ainda mais belo. Não é uma beleza física e visível, é uma beleza de consciência e de raciocinio. É uma beleza universal e intemporal.

É preciso ensinar a matemática de forma inovadora. É preciso segundo este matemático que o ensino tenha bons professores de matemática, e que estes por sua vez tenham: entusiamso, conhecimento matemático e vontade de transmitir esses conhecimentos. Nada que também não seja necessário no ensino de outras matérias.
A matemática tem de ser inicialmente transmitida aos alunos em torno da sua beleza e da sua capacidade multifacetada de aplicação, com exemplo e com fascinio pelo que ela representa. A dificuldade da aprendizagem até determinado ponto é essencialmente de trabalho, de dedicação e de concentração. Não é necessário um talento especial, é apenas necessário criar hábitos e disciplina, afinal, é o que se pretende na nossa vida em geral.
È necessário convidar a sociedade a entrar verdadeiramente neste mundo, que afinal é o mundo que a rodeia e apresentar a matemática não como ciência apenas de números, mas como uma ciência de vida e de conhecimento.

sexta-feira, setembro 15, 2006


Apple Showtime 12 Sep

A Apple no seu último evento dirigido para os media, denominado de "Showtime" apresentou algumas novidades (algumas mais do mesmo) entre as quais duas delas considero bastante inovadoras.
Embora não sejam inovações radicais elas demonstram a capacidade que esta empresa tem de pegar numa ideia "velha" e implementá-la através de uma abordagem inovadora.
Estou a falar de duas funcionalidades da nova versão do iTunes v7.
- Gapless playback
- Cover Flow

A Apple consegue colocar nos "pequenos detalhes" a diferencição dos seus produtos.
A primeira funcionalidade consiste em simplesmente tornar a audição das nossas músicas em formato digital uma experiência ainda mais natural. Provavelmente a ideia em que assentaram esta funcionalidade foi: "Quem ouvir um álbum através do programa iTunes ou através de um leitor de CD's não pode notar qualquer diferença". Uma das consequências quando se digitaliza um CD musica a música, é a criação de "buracos" entre elas como forma de separação. Nos discos ao vivo isso é notório, quando termina uma música há uma fracção de tempo em que se deixam de ouvir as palmas e logo de seguida começa a próxima música. Existem várias soluções para colmatar esta situação e uma delas era por exemplo sobrepor um pedaço do inicio da próxima música com um pedaço do final da anterior. Satisfaz, não? Com o gapless playback não há sobreposição nem interrupções, as transições entre as músicas são feitas de forma inteligente e natural. Básicamente o leitor consegue peceber, através de uma análise prévia de frequencias, a melhor forma de transitar. Como resultado temos uma transição entre músicas tão natural com se estivessemos a escutar um CD.

No que respeita ao Cover Flow (aquisição tecnológica), também aqui a ideia assenta em devolver ao utilizador a naturalidade daquilo que, embora guardado de forma digital, se assemelhe o mais possível a uma experiência real.
A ideia é muito simples, e se em vez de navegar na livraria de música digital apenas pela informação do artista, album, estilo, etc, também pudermos navegar pelas capas dos discos. È que na realidade nós temos (eu pelo menos tenho) uma ligação visual muito forte com as capas dos CD's. É esta a ideia do Cover Flow. Mais, a forma como o faz também traduz o carácter inovador do seu desenvolvimento. O Cover Flow não é um simples "scrolling" de capas de imagens de CD's, está pensado de forma a que o utilizador tenha uma percepção visual tanto da capa que estamos a ver com das capas mais próximas. É uma autentica forma digital de olharmos para a nossa estante de CD's.

Inovar não inventar algo que ainda niguém inventou ou pensou, é cada vez mais reinventar a forma como se desenvolvem determinadas funcionalidades.

segunda-feira, agosto 21, 2006


Enlightenment

A sinfonia No. 41, K.551, "Jupiter" de Mozart foi a última sinfonia que escreveu, a qual já nem teve possibilidade de ouvir em execução.
Marc Downie, Shelley Eshkar, & Paul Kaiser têm exposto no Lincoln Center de NY uma obra denominada de Enlightenment cujo objectivo é apresentar esta obra de Mozart de uma forma "diferente".
Convido o leitor a conhecer melhor este trabalho destes artistas digitais que tiveram a capacidade de pegar nesta obra e apresentá-la ao pública de forma visual, dinâmica e inteligente, com se de um quadro de pintura se tratasse.
Qual é a ideia? "Simples", pegar na pauta musical desta sinfonia, "que é uma das mais intrincadas fugas escritas pelo autor", e escrutiná-la com um "sabor" de inteligência artificial.

Enlightenment generates new diagrams of understanding at each moment of its fleeting existence, simultaneously playing back its ever-closer approximations of the music.


Como funciona? "Não queiram saber" dizem os autores "deixem-se levar pela música e pelo disfrutar de um conjunto de associações que a obra vai criar em cada um de vós".
Em termos técnicos estamos perante um processo de análise baseado em algoritmos de IA, que percorre as diversas performanmces dos músicos em associação com a pauta que estão a interpretar.

Behind Enlightenment is artificial intelligence code that analyzes Mozart’s music by examining 2 kinds of input:

I - The score of the “Jupiter” symphony’s 4th movement.

II - The actual performance of its coda by 10 musicians representing the sections of the orchestra (strings, woodwinds, percussion)—recorded on both audio tape and 2-camera high-definition video.

The program has little prior knowledge of music, other than the following simple rules:

I - Repeated patterns are significant.

II - Relationships between adjacent pitches are important.

III - How pitches combine to form chords is critical.

From these rules, the computer rebuilds its knowledge of harmony, fugal structure, and counterpoint during each run.

As Enlightenment performs its musical guesswork, it draws upon a database comprising all the pre-recorded notes. If needed pitches and durations do not exist in that database, the program bends and shapes nearby notes to fit. This results in Enlightenment’s distinctive audio palette.


Na imagem aqui colocada podem ver a representação de uma viola.

terça-feira, agosto 08, 2006



Reinventar o Sistema Operativo

Hoje deu início mais uma World Wide Developer Conference (WWDC) da Apple. Entre as principais novidades do evento de arranque, esteve a apresentação do Mac Pro (finalizando assim a transição da gama de produtos Apple para Intel), e uma apresentação à nova versão do sistema operativo da Apple, o Mac OS X Leopard.

A Apple tem sido uma das empresas mais inovadoras na área da informática. Os seus produtos são referências ao nível da capacidade e facilidade de utilização, mantendo uma progressiva linha de inovação.
Embora a WWDC seja mais orientada para programadores foi interessante observar alguns conceitos inovadores apresentados. Dois dos que me chamaram mais a atenção vão estar embutidos na próxima versão do sistema operativo.

1. Time Machine - uma forma completamente inovadora de gerir um sistema de salvaguarda e recuperação da informação. Sim, aquilo que todos deviam fazer, mas ninguém faz, ou quando faz, depois não encontra o que pretende. Com a "máquina do tempo" a salvaguarda é feita em background de forma transparente e a recuperação é feita simples e literalmente olhando para trás no tempo.
2. Web Clip - a ideia aqui é dar ao utilizador a capacidade de ser ele próprio a construir os seus programas. Neste caso pode construir e montar páginas na internet e acompankar a sua evolução ao longo do tempo. Por exemplo, posso querer ter um widget (programas redidentes em memória com utilitários, à distãncia de um click) que me disponibilize os resultados semanais do Euromilhões, tal como é mostrado na página da Santa Casa.

No primeiro claramente conseguiram dar uma nova forma ao processo de recuperação de informação, tornando-o acessível a qualquer pessoa sem conhecimentos técnicos. No segundo quase que pode ser o caminho para aquilo que no futuro deverão ser os sistemas operativos, programas totalmente ajustados a cada utilizador, não só nas preferências das cores ou nos fundos de ecrã, mas mais ao nível da essência na utilização do computador, na forma como se trabalha com os programas, que funções mais utiliza, de que forma é que cruza tarefas, etc.

Das funcionalidades apresentadas para esta nova versão algumas são apenas melhoramentos das versões anteriores. Contudo o Windows Vista vai ter incluído uma grande parte delas, ou seja vai ter no futuro funcionalidades que já são do passado.

quarta-feira, julho 26, 2006



One stop Assistance

Recentemente uma pessoa que me é muito chegada teve a necessidade de recorrer a duas urgências hospitalares, neste caso, a segunda foi por transferência da primeira. Tirando o facto de o problema ser ter vindo a desagravar com o decorrer das horas (felizmente) o que pretendo aqui deixar, surge da conversa que tivemos, e assenta sobre o processo de atendimento dos doentes nas urgências.
A prioridade ao casos mais graves, já se encontra na triagem, contudo se a avaliação do doente requerer vários exames de diagnóstico, o mais natural (se este não manifestar um estado de debilidade incapaz de retornar a casa) é que seja "despachado" como uma série de exames precritos para fazer.
Pergunta? Porque não fazê-los logo? Porque não dar a hipótese ao doente de terminar o seu diagnóstico?
Bom, exemplos já existem, e um pode ser encontrado no Hospital CUF Infante Santo. Uma inovação (apresentado num estudo de tese sobre inovação nos serviços de saúde) introduzida nos serviços de atendimento ao utente que lhe permite efectuar todo o diagnóstico necessário sempre que possível, uma vez que existem exames que requerem preparação.
Aprender com os bons exemplos é fundamental.

SketchUp Your World


Para quem ainda não conhece o SketchUp, é uma ferramenta de modelação 3D, que nos dá a possibilidade de explorar o mundo tridimensional de forma simples e intuitiva. Ou não seria na filosofia Google.

"Google SketchUp (free) is an easy-to-learn 3D modeling program that enables you to explore the world in 3D. With just a few simple tools, you can create 3D models of houses, sheds, decks, home additions, woodworking projects - even space ships. And once you've built your models, you can place them in Google Earth, post them to the 3D Warehouse, or print hard copies."


Mesmo sendo uma ferramenta acessível (apesar de haver possibilidade de evolução para SketchUp Pro) não é de menosprezar o potencial que tem, tanto em termos de funcionalidades como no que respeita às suas capacidades de importação/exportação dos modelos.
Para além disso está também integrado com o Google Earth. De que forma? Por exemplo, desenhe o seu modelo no SketchUp, de seguida importa-se a vista corrente Google Earth e de seguida exporta-se o modelo "Share Model". O modelo desenhado passa a estar integrado no locais do Google Earth.
Existe mesmo um repositório de modelos no qual pode pesquisar até encontrar aquele modelo que lhe vai dar umas ideias geniais ;). Como por exemplo a Torre Eiffel.

Muito interessante, e vale a pena experimentar porque na verdade este programa é cativante e dada a sua facilidade de utilização e de integração com o mundo, visto pela Google (ou pelos satélites, se preferirem ;).

Ah, já agora vejam a minha humilde casa em projecto na Expo Norte ! :) . Se tiverem o Google Earth instalado, podem pressionar em "View in Google Earth" e admirá-la convenientemente no espaço envolvente.

segunda-feira, julho 24, 2006

Incentivos públicos aos centros de inovação

Segundo uma notícia apesentada pelo Portal do Cidadão, os incentivos financeiros efectuados pelo estado ao centros de inovação, sejam eles centros tecnológicos, centros de transferência de tecnologia ou institutos de novas tecnologias, teve como resultado um valor seis vezes superior aos valores dos incentivos.


"A análise, que reporta a 2005, diz que o Estado apoiou em dez milhões de euros 34 centros tecnológicos, centros de transferência de tecnologia e institutos de novas tecnologias, enquadrados no sistema nacional de inovação. Porém, os projectos beneficiários realizaram cerca de 62,5 milhões de euros através de vendas ou prestações de serviço.

Segundo a AdI, as infra-estruturas tecnológicas tiveram um lucro na ordem dos 58 mil euros, o que significa que Portugal passa por uma fase mais equilibrada, após, em 2004, ter existido uma quebra para 12 mil euros, que se deveu a atrasos na aprovação de candidaturas a programas de incentivos públicos.

Contudo, o Governo considera necessária uma revisão do modelo de governação destas instituições, que, de acordo com as declarações do Secretário de Estado da Inovação, Castro Guerra, deve funcionar em rede tendo em consideração todo o sistema de inovação e não apenas as instituições."

quinta-feira, julho 20, 2006


A inovação por aquilo que não deve ser

Um dos podcasts que costumo ouvir regularmente é o "Killer Innovations" do Phil McKenny. É um programa onde o autor aborda o tema da inovação, da criatividade e do conhecimento desenvolvendo um conjunto de ideias relacionadas com a inovação, colocando no final sempre uma "killer question" para reflexão.
A inovação por aquilo que não deve ser foi um dos segmentos apresentados num passado programa, mas que achei interessante pelo facto de abordar o tema por aquilo que não se deve fazer para se ser inovador.
Portanto se quiser inovar só tem que seguir exactamente o oposto dos seguintes pontos:

1. Hire employees looking for safty in their roles
Um empregado que procure constantemente e de forma sistemática não assumir riscos nenhuns, sempre farão o mesmo da mesma forma e com as mesmas ferramentas.

2. Hire incompetent employees
Auto-explicativo, a dificuldade reside em conhecer antecipadamente a sua competência, mas como apenas quero os incompetentes, essa é tarefa fácil, ou não!

3. Keep salaries below the 75th percentile
Nunca percebi a razão de manter os salários altos. Eu quero competir pelo baixo salário, assim os bons profissionais não ficam à espera que lhe dêm mais valor, vão à procura dele noutras paragens.

4. Read The Ten Faces of Innovation and keep them out of your organization
Tudo o que respire a risco de negócio, desconhecido, imponderável deve ser sanado da empresa.

5. Treat Employees like garbage
Mais um factor de motivação. As empresas que não se preocuparem com os seus empregados no DIA-A-DIA deles terão apenas o seu trabalho, não terão o seu empenho, esforço e dedicação.

6. Reward conservative and marginal successes
Recompense apenas os sucessos marginais, mas que já eram previstos. Se juntamente com isso apontar e ridicularizar quem erra tem as condições ideias para deixar passar a inovação.

7. Only create customer-requested features
O cliente tem sempre razão, se ele não pediu nenhuma funcionalidade ou característica extra num produto ou serviço, não há necessidade de a criar. O cliente sabe o que quer, apenas e só tem que o escutar a ele.

8. Build a kingdom
Esta empresa é o seu reino. Tudo é comandado por si, tudo é ditado por si. Não olhe ao que se passa ao seu lado, à sua frente ou mesmo atrás de si. Afinal você é o rei.